Meu corpo sente a tristeza de uma outra forma, é como se eu não conseguisse colocar pra fora e aos poucos, ela me consumisse. As vezes eu sinto dores, sinto calafrios, febre, náuseas, uma lista interminável de sintomas pro meu corpo me dizer: você não está bem. Meu corpo gosta de me lembrar que as vezes eu me perco, que durante a rotina eu esqueço de pensar nos meus sonhos, no meu bem-estar, esqueço de respirar. O corpo fala, o que a mente tenta gritar, mas não consegue.

- Joyce Ribeiro

Passei um tempo me esforçando, fiz as unhas, sobrancelhas, mudei o cabelo, tentei fazer de mim o que eu vi por aí. Mas nada parecia suficiente. Dar core do cabelo à cor da pele, dos traços do rosto ao contorno do corpo, da falta de volume ou do excesso dele, cada detalhe era insuficiente. Era o que eu via no espelho, uma imagem insuficientemente bonita pra se expor, totalmente abaixo das que eu via diariamente nas redes, enquanto rolava a tela. Tem dias que nem essas são suficientes, dias que nem a blogueira sente a beleza que tem, ou que teve que conquistar com plásticas e mais artifícios. Hoje eu não sou “suficiente”, nem vou ser amanhã ou depois, porque pra esse mundo eu nunca fui, ninguém um dia vai ser.

- Joyce R.

Eu imaginei uma casa no meio da floresta, sem muitas pessoas por perto, talvez um pequeno vilarejo. Me vi naquela casa esperando que você voltasse de uma viagem, enquanto eu vivia a vida mais simples que alguém pode imaginar, cuidando da casa, quem...
Eu imaginei uma casa no meio da floresta, sem muitas pessoas por perto, talvez um pequeno vilarejo. Me vi naquela casa esperando que você voltasse de uma viagem, enquanto eu vivia a vida mais simples que alguém pode imaginar, cuidando da casa, quem...
Eu imaginei uma casa no meio da floresta, sem muitas pessoas por perto, talvez um pequeno vilarejo. Me vi naquela casa esperando que você voltasse de uma viagem, enquanto eu vivia a vida mais simples que alguém pode imaginar, cuidando da casa, quem...

Eu imaginei uma casa no meio da floresta, sem muitas pessoas por perto, talvez um pequeno vilarejo. Me vi naquela casa esperando que você voltasse de uma viagem, enquanto eu vivia a vida mais simples que alguém pode imaginar, cuidando da casa, quem sabe fazendo um artesanato, relaxando, sem me preocupar em produzir. É difícil enxergar como possível uma realidade assim, soa fantasioso, porque o mundo que a gente vive hoje nos exige tanto! Uma produção constante, atividades ditas importantes pra movimentar o mundo, mas enquanto isso nosso mundo gira, o tempo passa e a gente nem vê. Acredito que a caminhada é sempre mais valiosa do que a vista ao final do caminho, ou a conquista em si. Talvez a casa na floresta seja só a paz que eu procuro pra nós, o fim da ansiedade e o início de alguma calmaria, uma vida em plenitude, sem o estresse desnecessário da modernidade.

- Joyce R.

Tem dias que a gente só quer uma bolha pra se enfiar, à prova de som, de outros, até de sentimento. Aceitaria um cobertor, uma cama quente pra me encolher, ficaria ali até não aguentar mais. Mas o que me faz não aguentar ficar aqui? Não aguentar os outros, os barulhos, sentimentos, pensamentos… O que tem de errado com a rotina, com o que já está bem, com o que caminha? Não passo um dia sem me questionar, fico tentando entender porque me sinto mal se aparentemente está tudo bem. Que diferença faz lutar pela felicidade se quanto a gente chega lá, já  quer procurar por outro caminho?

- Joyce R.

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